Yvonne do Amaral Pereira

 

Yvonne do Amaral Pereira é uma das médiuns de maior destaque do Brasil. De berço espírita, a escritora começou a ver e ouvir espíritos com frequência a partir dos quatro anos de vida. O primeiro contato com os livros da Codificação veio anos depois, ainda na infância. Por meio de sua mediunidade e estudos, foram concebidas diversas obras com base na Doutrina Espírita, sendo 13 delas parte do catálogo da FEB Editora. Sucesso de vendas e ocupando posições de destaque em eventos da literatura nacional, suas histórias caracterizam-se pela beleza da linguagem, a profundidade do conteúdo e o interesse que geram no público. Divulgadora ativa do Espiritismo, Yvonne procurou sempre vivenciar a mensagem que divulgava até sua desencarnação, aos 84 anos, também no Rio de Janeiro.

Leia sua biografia na íntegra.

 

Foi uma das mais respeitadas médiuns brasileiras, autora de romances psicografados bastante conhecidos entre os espíritas. Dedicou-se por muitos anos à desobsessão e ao receituário mediúnico homeopático.

 

Filha de Manuel José Pereira Filho, um pequeno comerciante, e de Elizabeth do Amaral, foi a primeira de seis filhos do casal. A mãe já havia tido um filho de seu primeiro casamento.

 

Recém-nascida, com apenas 29 dias, teve um acesso de tosse que a sufocou, deixando-a em estado de catalepsia, em que se manteve por seis horas. O médico e o farmacêutico da localidade chegaram a atestar o óbito por sufocação. A família preparou o corpo da bebê para o velório, colocando-lhe um vestido branco e azul, adornando-a com uma grinalda, e encomendaram o pequeno caixão branco. Vendo que se aproximava a hora do enterro, sua mãe retirou-se para o interior da residência da família para orar. Quando voltou ao aposento e acariciou a bebê que ainda estava no berço, ela acordou chorando.

 

Yvonne cresceu numa família espírita. O pai enfrentou a falência comercial por três vezes. Posteriormente viria a tornar-se funcionário público, cargo que ocupou até o fim da vida, em 1935. Era comum a família abrigar pessoas necessitadas, vivências que, segundo Yvonne, marcariam sua vida para sempre.

 

Com quatro anos de idade, a menina já dizia ver e ouvir espíritos, os quais, segundo ela, considerava como pessoas normais. Dois dos amigos invisíveis apareciam com mais frequência:

 

Charles, a quem ela considerava seu verdadeiro pai, devido a lembranças que teria de uma encarnação anterior, em que a "entidade" teria sido seu pai.

Roberto de Canalejas, que teria sido um médico espanhol de meados do século XIX.

As visões lhe perturbavam, e vinham junto com uma imensa saudade do que seria uma encarnação anterior, na Espanha, que, dizia, recordava com clareza. [carece de fontes] Considerava seus atuais familiares, principalmente o pai e os irmãos, como pessoas estranhas, assim como estranhava a casa e a cidade onde morava. [carece de fontes] Em razão desses conflitos, até os dez anos de idade passou a maior parte do tempo na casa da avó paterna.

 

Aos oito anos de idade, a menina viveu novo episódio de catalepsia. Certa noite, durante o sono, percebeu-se diante de uma imagem do Senhor dos Passos pedindo socorro, pois sofria muito. A imagem, então, animando-se, dirigiu-lhe as palavras: Vem comigo minha filha: será o único recurso que terás para suportar os sofrimentos que te esperam. A menina, aceitando a mão que lhe era estendida pela imagem, subiu os degraus do altar e não se lembrou de mais nada.

 

Nessa idade teve o primeiro contato com um livro espírita. Posteriormente, aos doze anos, ganhou de presente do pai O Evangelho segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos. Aos treze anos de idade começou a frequentar sessões práticas de Espiritismo.

 

 

Yvonne Pereira no início da década de 1980, com criança no colo (e que disponibilizou a imagem para uso livre).

Yvonne teve como estudos apenas o antigo curso primário (atual primeiro segmento do ensino fundamental). Devido às dificuldades financeiras da família não conseguiu prosseguir nos estudos. Para auxiliar a família, e o próprio sustento, dedicou-se à costura e ao bordado, e ao artesanato de rendas e flores. Tendo cultivado desde a infância o estudo e a leitura, completou a sua formação como autodidata, pela leitura de livros e periódicos. Aos dezesseis anos já tinha lido obras clássicas de Goethe, Bernardo Guimarães, José de Alencar, Alexandre Herculano, Arthur Conan Doyle e outros.

 

A partir dessa idade, fase da adolescência, a mediunidade tornou-se um fenômeno comum para Yvonne, que dizia receber a maior parte dos informes de além-túmulo, crônicas e contos em desdobramento, no momento do sono. A sua faculdade apresentava-se diversificada, tendo se dedicado à psicografia e ao receituário homeopático, à psicofonia e ao passe, e até mesmo, em algumas ocasiões, aos chamados efeitos físicos de materialização. Dedicou-se à atividade de desobsessão. Atuou em casas espíritas nas cidades de Lavras (MG), Barra do Piraí (RJ), Juiz de Fora (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Rio de Janeiro (RJ), onde residiu sucessivamente.

 

Um dos aspectos mais marcantes de sua atuação mediúnica foi a sua independência, que questionava com fundamento os entraves burocráticos que algumas casas espíritas impõem aos seus trabalhadores. Esperantista atuante, trabalhou na sua propaganda e difusão, através de correspondência que mantinha com outros esperantistas, tanto no Brasil, quanto no exterior.

As Obras

A obra mediúnica de Yvonne Pereira monta a uma vintena de livros. Embora desde 1926 tenha escrito numerosas obras psicografadas, somente decidiu publicá-las na década de 1950, segundo ela mesma, após muita insistência dos "mentores espirituais". Dentre as mais conhecidas destacam-se:

• Memórias de um Suicida (Rio de Janeiro: FEB, 1955. 568p

• Nas Telas do Infinito – apresenta duas novelas: uma atribuída ao espírito Bezerra de Menezes e outra a Camilo Castelo Branco.

• Amor e Ódio (Rio de Janeiro: FEB, 1956. 553p

• A Tragédia de Santa Maria (Rio de Janeiro: FEB, 1957. 267p

• Ressurreição e Vida (Rio de Janeiro: FEB, 1963. 314p

• Nas Voragens do Pecado (Rio de Janeiro: FEB, 1960. 317p.)

• O Cavaleiro de Numiers (Rio de Janeiro: FEB, 1976. 216p

• O Drama da Bretanha (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 206p.)

• Dramas da Obsessão (Rio de Janeiro: FEB, 1964. 209p.)

• Sublimação (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 221p.)

 

 

 

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Yvonne_do_Amaral_Pereira

 

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